Pontes para o Futuro 2015

2 - Solução

Pontes para o Futuro
 
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CANDIDATURA E PRÉ-SELEÇÃO DE IDEIAS INOVADORAS

Destinatários da Fase de Candidatura e Pré-Seleção de Ideias Inovadoras

  1. Podem candidatar-se pessoas singulares, individual ou coletivamente.
  2. 2. A idade mínima dos candidatos é de 18 anos, completos até à data do término do prazo de apresentação das candidaturas.
  3. 3. Os candidatos devem propor uma solução inovadora para qualquer um dos problemas selecionados de acordo com o disposto no artigo 6º.
  4. 4. As ideias a concurso deverão ser originais, sendo os seus proponentes responsáveis, em todos os termos legais, pela sua autoria.
  5. Não é permitido ao candidato ter nenhum vínculo de cariz profissional com a organização que apresenta o problema ao qual se candidata.

Fases e Prazos da Candidatura e Pré-Seleção de Ideias Inovadoras

O período de candidaturas decorre de 27 de abril a 31 de maio de 2015.

A avaliação e seleção das candidaturas e seleção das ideias por cada problema decorrerão de 1 a 19 de junho de 2015.

Processo e Critérios de Avaliação das Candidaturas e Pré-Seleção de Ideias Inovadora

As candidaturas apresentadas serão alvo de uma análise para verificação das condições de elegibilidade das ideias, por uma comissão técnica a constituir pela Fundação Porto Social e pela ESLIDER.

Será selecionado um número máximo de 10 candidaturas de ideias por cada problema apresentado.

A seleção das ideias será realizada mediante avaliação do formulário de candidatura submetido a concurso, por um júri de peritos indicado pela Fundação Porto Social e pela ESLIDER.

As candidaturas serão avaliadas pelo júri, de acordo com os seguintes critérios de avaliação: a) Grau de inovação; b) Adequação ao problema; c) Capacidade de gerar impacto social sistémico, reduzindo o(s) problema(s) social(is) identificado(s); d) Viabilidade e sustentabilidade; e) Aproveitamento de recursos da região.

Formação dos empreendedores e aprofundamento das ideias

Mentoring individual e/ou grupo, prestado por parceiros especializados para clarificação das ideias. Será destacado um mentor por cada problema que fará a ponte entre os empreendedores/ideias e as organizações, para gradual desenvolvimento da ideia em projeto.
Formação e capacitação dos empreendedores e preparação para apresentação em formato pitch.

Formalização da Candidatura por Parte dos Cidadãos Empreendedores

As candidaturas deverão ser apresentadas em formulário próprio ou download do documento.

  Veja todos os Problemas

  Regulamento

1 Como proporcionar apoio psicológico no domicílio às pessoas com VIH/SIDA sem mobilidade.

NOME DO PROBLEMA

Como proporcionar apoio psicológico no domicílio às pessoas com VIH/SIDA sem mobilidade.

NOME DA ORGANIZAÇÃO

Fundação Portuguesa "A Comunidade Contra a Sida" – CAOJ Porto

DESCRIÇÃO DA ORGANIZAÇÃO

Missão: Apoio a indivíduos com VIH/Sida e suas famílias.

Visão: Promover qualidade de vida nos infetados e suas famílias, promovendo a educação para o tratamento e a prevenção.

Público-alvo / beneficiários prioritários: Indivíduos com VIH/Sida e suas famílias.

Área geográfica de intervenção: Cidade do Porto.

Descrição das principais atividades:

  • Prevenção de comportamentos de risco em Escolas, Lares de Acolhimento, Centro Educativo e EPs;
  • Apoio psicológico na delegação (aproximadamente 120 utentes ano);
  • Apoio Jurídico;
  • Realização do Lanche dos Afetos no Natal para as crianças com VIH seguidas pelos Hospitais Sto. António e S. João;
  • Realização de campanhas de prevenção, nos locais da noite na baixa do Porto, na Queima das Fitas e outros locais onde nos seja solicitado;
  • Realização de testes rápidos do VIH;
  • Distribuição de material de prevenção.

 

Recursos da Organização

Recursos-Chave

Descrição

Recursos Humanos

 5 professores, (150) voluntários, desde universitários, psicólogos ,médicos de várias especialidades, enfermeiros, jurista.

Recursos Materiais

Sede da Delegação Norte do CAOJ- FPCCSida, onde se realizam as consultas de psicologia para as pessoas que aqui se deslocam, de forma gratuita.

Recursos Imateriais

Parceria com a Cruz Vermelha Portuguesa, com o Direção geral dos serviços Prisionais, com o Ministério da Educação. Parcerias pontoais com outras ONG do ramo do VIH (Ser+, GAT). Parceria com os Hospitais de S. João, S. António e Hospital de Gaia e com a Administração regional de saúde do Norte.

Parceria com a ANEM,  com Universidade Lusíada, Universidade Fernando Pessoa, Faculdade de Direito da Universidade do Porto, Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, com o ISMAI. Universidade Sénior Eugénio de Andrade, Universidade Sénior Contemporânea.  

Parceria com a APPCDM Porto, APC do Cerco.

Parceria com as seguintes Escolas: - E.B. 2,3 Nicolau Nasoni; E. B. 2,3 Areosa; Secundária António Nobre; E. B. Augusto Gil; E. B. 2,3 Manoel de Oliveira; E.B. Francisco Torrinha; Secundária Garcia da Horta.

 

Apresentação do Problema

Dimensão e gravidade do problema

  • Devido ao grande número de pedidos (26 feitos até agora) há utentes aos quais não conseguimos dar apoio.
  • Apenas conseguimos chegar a seis destes utentes, pois eles estão geograficamente muito espalhados pela cidade do Porto, desde o Bairro Pinheiro Torres a Campanhã.
  • Estas pessoas são muito carenciadas e acabam por não conseguir ter apoio psicológico de outra forma.
  • A Direção Geral de Saúde estima que 70 mil Portugueses estejam infetados, dos quais 25 mil não estão sinalizados, embora o extrato social não faça parte desta estatística.

 

Causas do problema

  • Envelhecimento da população com VIH.
  • Os portadores de VIH e suas famílias têm uma efetiva necessidade de ter acompanhamento psicológico.
  • Pessoas com poucos recursos para se deslocarem.
  • Pessoas sem mobilidade ou com mobilidade reduzida.
  • Os voluntários que temos  atualmente, muito poucos tem carro tendo assim que se deslocar de transportes públicos, tendo de ser eles a pagar o que é por vezes complicado para eles.
  • O número de voluntários de psicologia, apesar da formação específica que recebem, de forma gratuita, também não consegue ser suficiente.

 

 

Consequências do problema não resolvido

  • Número de consultas muito reduzido ou quase nulo;
  • Não adesão à terapêutica;
  • Isolamento social;
  • Aumento do risco de depressões profundas e perturbações de ansiedade;
  • Risco de suicídio.

 

Alternativas de resolução do problema já realizadas

De forma voluntária, as psicólogas voluntárias na Fundação realizam já este atendimento ao domicílio, mas não conseguindo chegar a todos os pedidos, nem com a regularidade que seria o desejável para estes casos.

A Fundação já tentou recrutar mais profissionais da área da Psicologia, já com estágio à Ordem (condição necessária para realização desta atividade), mesmo dando formação gratuita na área do VIH não surgem muitos interessados em fazer voluntariado de forma contínua de modo a poderem acompanhar os utentes durante o tempo necessário.

2 Como combater o isolamento social de seniores com deficiência visual.

NOME DO PROBLEMA

Como combater o isolamento social de seniores com deficiência visual.

NOME DA ORGANIZAÇÃO

ACAPO - Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal / Delegação do Porto

DESCRIÇÃO DA ORGANIZAÇÃO

Missão: Defender, representar e promover o empowerment dos deficientes visuais portugueses, a nível nacional e internacional, garantindo a sua plena participação e exercício da cidadania, através de uma intervenção especializada em todo o território nacional e de uma consistente atuação internacional.

Visão: Assumirmo-nos como a instituição de referência na área da deficiência visual na comunidade envolvente, estabelecendo-nos como os seus principais parceiros chave, em prol da inclusão das pessoas cegas e de baixa visão.

Público-alvo / beneficiários prioritários: Pessoas com Deficiência Visual (cegueira e baixa visão)

Área geográfica de intervenção: Distrito do Porto

Descrição das principais atividades:

A ACAPO é a única IPSS no concelho do Porto que presta apoio, habilitação e reabilitação às pessoas com deficiência visual, dispondo de uma equipa multidisciplinar especializada.

 

A Delegação do Porto da ACAPO/ Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal, celebrou em 2004  Acordo Atípico com a Segurança Social sendo criada a valência CAAAPD - Centro de Atendimento, Acompanhamento e Animação para Pessoas com Deficiência prestando apoio social, apoio psicológico, habilitação/reabilitação funcional nas áreas de Tecnologias da Informação e Comunicação, Braille, Atividades da Vida Diária, Estimulação Sensorial e Orientação e Mobilidade, e ainda atividades de cultura e lazer. Os serviços prestados e as atividades desenvolvidas são dirigidos também às famílias dos utentes, e muitas delas são também abertas à participação da comunidade.

Desenvolvem-se ainda ações de informação e sensibilização junto da comunidade no sentido de promover a mudança de atitudes em relação às pessoas com deficiência visual.

 

Recursos da Organização

Recursos-Chave

Descrição

Recursos Humanos

O quadro de pessoal do CAAAPD da Delegação do Porto da ACAPO é constituído por: 1 Assistente Social, 1 Psicóloga, 1 Terapeuta Ocupacional, 1 Técnica de Orientação e Mobilidade, 1 Técnica de Braille, 1 Administrativa e 2 Auxiliares de Serviços Gerais.

Recursos Materiais

Instalações Próprias – dois edifícios, sendo utilizados todos os espaços e gabinetes do edifício principal, e dois espaços em edifício nas traseiras que são utilizados muito esporadicamente em atividades, devido à falta de ligação dos dois edifícios e à acessibilidade reduzida para os utentes.

Uma viatura ligeira, de 5 lugares, do ano de 2003, para uso nas deslocações e apoio ao domicílio, que é manifestamente insuficiente para possibilitar o transporte dos utentes nas atividades realizadas quer nas instalações da ACAPO, quer no exterior com a comunidade.

Equipamentos informáticos adaptados às pessoas com deficiência visual.

Equipamento de impressão a Braille.

Recursos Imateriais

O reconhecimento da comunidade, que considera a nossa Instituição como sendo de referência na defesa dos direitos e interesses das pessoas com deficiência visual.

O Know-how de uma equipa multidisciplinar no apoio e capacitação das pessoas com deficiência visual, bem como na informação, sensibilização e formação da comunidade.

 

Apresentação do Problema

Dimensão e gravidade do problema

Sendo o isolamento social um fenómeno preocupante na nossa sociedade atual, ele assume proporções ainda mais extensas no grupo das pessoas com algum tipo de deficiência ou incapacidade. As pessoas com deficiência visual, população-alvo da nossa instituição, enfrentam dificuldades acrescidas em todos os planos existenciais, facto que se reflete no acesso à educação, ao emprego e a todos os outros meios de socialização e de autonomização de vida.

Naturalmente, essas dificuldades acentuam-se em fases mais avançadas da vida das pessoas cegas ou com baixa visão; é um fenómeno snow-ball, em que as dificuldades trazidas pela incapacidade são multiplicadas pelas contingências que atingem também outros seniores, e que assim formam uma teia que fragiliza, isola e impede a participação das pessoas na sua comunidade.

O concelho do Porto apresenta um índice de envelhecimento muito superior à média nacional (158,9), com valores que têm vindo a aumentar ao longo dos últimos anos.

A ACAPO realizou em 2012 um Estudo com a PPLL Consult no âmbito do Projeto nº 000357402011 e realizado com o apoio do Programa Operacional de Assistência Técnica (POAT), cofinanciado pelo Fundo Social Europeu (FSE) e Governo de Portugal, sobreA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS E A PROMOÇÃO DA VIDA INDEPENDENTE - a situação social dos deficientes visuais, com o objetivo da definição de um modelo sustentado de prestação de serviços, numa lógica integrada e holística, orientado para a procura e para as reais necessidades dos clientes e que privilegie a racionalização e otimização dos recursos a envolver, focalizado na promoção da autonomia, da vida independente e da qualidade de vida, implicando que o serviço prestado corresponda à necessidade do cidadão servido e, por isso, que a conceção, planeamento, prestação e avaliação deve estar centrada nele, nas suas necessidades, na sua liberdade de escolha, na realização do seu potencial e na sua satisfação. Deste Estudo alargado, que teve uma amostra de 1325 pessoas com deficiência visual, destacamos as seguintes conclusões:

- o risco de isolamento social progride com a idade e é mais de 4 vezes superior nos idosos que nos adultos jovens.

- o isolamento em termos de lazer cresce com a idade, atingindo 4,5 vezes mais os idosos que os jovens . As sociabilidades intra-domiciliares, que englobam atividades como jogar computador, jogar jogos de tabuleiro, conversa em chats online e redes sociais são minoritárias entre os inquiridos, tal como as práticas culturais de saída (INE, 2003), que integram atividades realizadas fora do domicílio, como visitar museus, assistir a peças de teatro, ir ao cinema, assistir a concertos, ir a biblioteca/mediateca, assistir a eventos desportivos e praticar desporto. As atividades de lazer desenvolvidas pelos inquiridos estão circunscritas ao domicílio e às práticas compatíveis com o isolamento em relação a redes de proximidade.

- A possibilidade de estabelecer laços sociais é uma dimensão da vida independente que pode ser potenciada no trabalho entre e com deficientes visuais e com os contextos sociais envolventes, por forma a minorar sofrimentos e discriminações. Assim como pode desenvolver-se, nessa perspetiva, práticas culturais e de lazer que combatam o risco de confinamento ao espaço doméstico.

- Cerca de um quarto dos inquiridos configura um risco de problema social, marcado pela sobreposição de dependência e isolamento - pessoas dependentes e em situação de isolamento social. Este grupo reúne 23% dos inquiridos, que não são autónomos nem nas tarefas quotidianas nem no acesso à informação e comunicação, nem na mobilidade; nunca entraram ou já saíram do mercado de trabalho; vivem de uma pensão ou de uma prestação da segurança social, não usam computadores, têm um nível restrito de vida social fora de casa

- a ocorrência da deficiência visual na vida adulta é um fator de redução da intensidade de vida social quotidiana (as pessoas tendem a confinar-se ao seu espaço doméstico e ocorre frequentemente um comportamento sobreprotetor da família ou de outros agentes que reduzem a oportunidade de contatos sociais).

 

A Delegação do Porto da ACAPO tem cerca de 85 associados/utentes com mais de 65 anos, dos quais apenas metade é apoiada pelos nossos serviços. Atualmente, as pessoas seniores intervencionadas, quer em termos de apoio social, psicológico, e de habilitação/reabilitação, são na sua maioria as pessoas que reúnem condições económicas que lhes possibilitam deslocar-se aos serviços, ou têm algum apoio familiar que lhes permite providenciar o acompanhamento na deslocação ou custear os transportes. De referir que apesar de alguns serviços poderem ser prestados no domicílio, existem áreas de apoio cujas sessões decorrem nas instalações da Delegação. Verificamos ainda que, mesmo aqueles com quem foi possível implementar processo de reabilitação funcional, acabam por ir gradualmente perdendo a autonomia que haviam recuperado uma vez que no seu dia-a-dia não conseguem manter níveis satisfatórios de atividade e participação em contextos que lhe sejam significativos, uma vez que se encontram confinados ao espaço do seu domicílio.

De igual forma, a participação nas atividades culturais e de lazer acabam por registar uma escassa participação dos utentes e sócios, que normalmente referem motivos de dificuldade económica e/ou dificuldades de mobilidade.

 

Atualmente não existe no Concelho do Porto nem a nível do distrito do Porto nenhuma resposta dirigida aos seniores com deficiência visual e as várias respostas existentes em termos de centro de dia na comunidade, p. ex., não estão bem preparadas para integrar pessoas com deficiência visual, por falta de conhecimento, preparação e formação das equipas técnicas e dos recursos humanos envolvidos. O número de seniores com deficiência visual sem apoio por parte da comunidade e por parte dos nossos serviços tem vindo a aumentar.

 

Causas do problema

- Dependência das pessoas com deficiência visual (não são autónomas na sua mobilidade, nem no acesso à informação e comunicação, nem nas suas tarefas quotidianas).

- Dificuldades económicas (pensões baixas, muitas vezes relativas a percursos profissionais muito curtos ou mesmo inexistentes).

- Pouco acesso a informação sobre serviços de apoio disponíveis.

- Ausência de suporte familiar; dificuldades das famílias em lidar com as especificidades da deficiência visual.

- Dificuldade de integração em serviços da comunidade.

- Baixa capacidade de resposta de várias entidades às necessidades específicas das pessoas com deficiência visual.

 

Consequências do problema não resolvido

- Co-morbilidade - agravamento do estado de saúde físico, mental, emocional das pessoas isoladas e inativas.

- Dependência crescente de terceiros.

- Perda acentuada de qualidade de vida.

- Impacto negativo na estrutura familiar que, devido aos maiores níveis de dependência, se vê confrontada com maiores exigências de apoio.

- Privação social/ocupacional.

 

Alternativas de resolução do problema já realizadas

A Delegação do Porto da ACAPO presta apoio e promove a reabilitação das pessoas com deficiência visual com uma equipa multidisciplinar especializada no sentido de as capacitar e contribuir para a sua autonomia e melhoria da qualidade de vida. Desenvolve ações de informação e sensibilização sobre a deficiência visual junto da comunidade, envolvendo os técnicos de Instituições e organismos públicos e privados, nomeadamente Escolas (desde jardins de infância a universidades), Centros de Dia, Lares residenciais, empresas, no sentido da capacitação dos técnicos para o apoio e acompanhamento a prestar às pessoas com deficiência visual. Para além da abordagem das principais necessidades específicas deste público e treino de algumas respostas (por exemplo, treino em técnicas de guia), estas ações visam contribuir para a desconstrução de alguns mitos e preconceitos relacionados com as pessoas com a deficiência visual e melhorar a atitude e relação com estes.

Presta-se ainda um conjunto de serviços na área do lazer e da cultura, que se tem procurado diversificar no sentido de melhor responder às necessidades e interesses do nosso público. Deixamos aqui alguns exemplos: visitas culturais adaptadas, passeios, convívios/festas e comemorações de datas específicas, Yoga, Tai-chi, Grupo de Manualidades, Workshop’s (no ano passado, por exemplo, foram realizados workshop’s nas áreas de artesanato, cozinha saudável, maquilhagem), colónia de férias, grupo de poesia, clube de leitura, dança, e participação em atividades da comunidade.

De referir ainda que a nossa Instituição presta estes serviços de forma aberta, não apenas aos seus associados e utentes mas à comunidade em geral.

Tem sido, igualmente desenvolvido trabalho com entidades externas, publicas e privadas, nas áreas do ensino, cultura, turismo, transportes, saúde, etc., no sentido de apoiar e capacitar esses organismos e os seus técnicos para a adaptação e preparação das respostas, na perspetiva de uma cultura de inclusão que permita às pessoas com deficiência visual usufruir plenamente dos serviços e dessa forma possibilitar a sua real participação, combatendo o isolamento social.

A nossa Delegação pertence ao CLASP e à Comissão Social da Freguesia do Bonfim, tendo vindo a trabalhar e a participar em eventos abertos e dirigidos à comunidade, apoiando na adaptação e preparação dos mesmos, tendo como objetivo sensibilizar e capacitar para a inclusão das pessoas com deficiência visual nos eventos comunitários.

Mantemos uma articulação permanente com a Câmara Municipal do Porto e com a Provedoria Municipal das Pessoas com Deficiência em todas as questões relacionadas com a acessibilidade para as pessoas com deficiência visual.

Tem-se desenvolvido também um trabalho conjunto com a Divisão dos Museus e do Património da Câmara Municipal do Porto, no sentido de capacitar os Museus da Cidade do Porto e os seus técnicos, na realização de visitas acessíveis às pessoas com deficiência visual, e a colaboração na impressão da informação em Braille.

No sentido de se contribuir para a melhoria dos serviços de transporte, mantemos articulação com a STCP (na sensibilização dos trabalhadores para com as pessoas com deficiência visual, a informação em áudio, a informação em Braille dos serviços), com a METRO do Porto (desde o inicio do projeto de construção e implementação dos serviços da rede do METRO, na análise das questões quer da acessibilidade física, quer da acessibilidade de informação - projeto NAVMETRO), com a ANA-Aeroportos (na melhoria da acessibilidade para as pessoas com deficiência visual e no projeto para a capacitação dos seus trabalhadores, desenvolvendo ações de formação regular).

3 Como aumentar a participação dos jovens que não trabalham nem estudam nas atividades da comunidade local.

NOME DO PROBLEMA

Como aumentar a participação dos jovens que não trabalham nem estudam nas atividades da comunidade local.

NOME DA ORGANIZAÇÃO

ADILO - Agência de Desenvolvimento Integrado de Lordelo do Ouro

DESCRIÇÃO DA ORGANIZAÇÃO

Missão: Melhorar a qualidade de vida dos beneficiários dos projetos, criando condições para a participação ativa na comunidade, combatendo situações de exclusão social.

Visão: Trabalho em rede e em parceria por forma a criar respostas mais integradas e eficazes de intervenção comunitária.

Público-Alvo / beneficiários prioritários: Residentes na freguesia (crianças, jovens e famílias em situação de vulnerabilidade social)

Área geográfica de intervenção: União de Freguesias de Lordelo do Ouro e Massarelos

Descrição das principais atividades:

Criada em 1995, a ADILO é uma associação interinstitucional de direito privado sem fins lucrativos, constituída pelas seguintes instituições: União de Freguesias de Lordelo do Ouro e Massarelos, Centro Social da Paróquia Nossa Senhora da Ajuda, Paróquia de S. Martinho de Lordelo do Ouro e Associação das Obras Sociais de S. Vicente de Paulo. É uma pessoa coletiva de utilidade pública, desde maio de 2009.

 

Tem como objetivo principal a promoção de projetos na área do desenvolvimento comunitário e de apoio à população mais vulnerável.

 

A ADILO tem centrado a sua intervenção na criação e dinamização de estruturas e serviços de apoio social e na conceção e desenvolvimento de projetos de intervenção em diversas áreas, nomeadamente: emprego e formação, apoio psicossocial a crianças, jovens, adultos e famílias, promoção da cidadania, prevenção do consumo de substâncias psicoativas, diversificação das experiências culturais, apoio às coletividades locais, etc.

 

Ao longo destes anos, tem privilegiado a metodologia de trabalho em parceria e em rede com várias instituições públicas e privadas, entre as quais se destacam associações e coletividades locais, agrupamentos de escolas da freguesia, dispositivos de justiça de menores, entidades de formação, Câmara Municipal do Porto, Serralves, SICAD, NorteVida, FPCEUP, IPDJ, Casa da Música, ÁGIL – Associação de Jovens de Lordelo do Ouro, entre outros.

 

Projetos a decorrer:

CCLO - Pretende potenciar fatores facilitadores da melhoria da qualidade de vida e da promoção de uma cidadania plena e ativa, de forma a por termo às situações de exclusão social. É constituído por três valências: Gabinete de Atendimento Social Integrado; Gabinete de Emprego Local; e Centro de Iniciativa Jovem. Financiamento: ISS,IP.

METAS E5G – Visa potenciar a inclusão social de crianças e jovens, a promoção do sucesso escolar e a participação cívica, cultural e social. Financiamento: Programa Escolhas.

Protocolo R.S.I. – Através de metodologias de participação ativa e de empowerment, pretende contribuir para a dignificação das condições de vida da população abrangida, para a prevenção de situações de risco e exclusão social e para a progressiva inserção profissional, social e comunitária dos beneficiários abrangidos. Financiamento: ISS,IP.

SPIDES (Soluções Participadas de Inclusão Social) - Este projeto está estruturado em 3 eixos de intervenção: Emprego, Formação e Qualificação; Intervenção familiar e parental, preventiva da pobreza infantil; e Capacitação da Comunidade e das Instituições. Financiamento: Programa CLDS +.

 

Recursos da Organização

Recursos-Chave

Descrição

Recursos Humanos

Equipa técnica multidisciplinar: psicólogos, técnicos superiores de educação, assistentes sociais, sociólogos, técnicos de animação sociocultural, economista, técnicos da área da informática e multimédia.

Recursos Materiais

Diferentes espaços físicos da instituição, como gabinetes, salas de reuniões, um espaço jovem, etc.;

Equipamento de som, mesa de luz, estúdio/rádio, sala de informática;

Materiais de pintura, audiovisuais, etc.

Recursos Imateriais

Know-how: a ADILO é uma Instituição com 20 anos de experiência e de trabalho com a população da freguesia, reunindo um vasto conhecimento do território, das problemáticas e das suas potencialidades;

Cultura da instituição: assenta a sua intervenção numa lógica participativa e comunitária, realizando um trabalho integrado na comunidade;

Parcerias: privilegia o trabalho em rede, contando com diversas parcerias estabelecidas e fortalecidas ao longo dos anos.

Potencialidades da freguesia:

Diversas entidades de formação e associações empresariais;

Entidades ligadas à criação de negócio/empreendedorismo;

Espaços verdes potenciadores de qualidade de vida, emprego e integração/inovação social;

Localização geográfica estratégica;

Redes de vizinhança consolidadas;

Várias associações de moradores e coletividades locais;

Associações com respostas implementadas e diversidade (de tipologia) de respostas assistenciais;

Instituições de ensino básico, secundário e superior;

Agrupamentos de escolas com oferta de cursos profissionais de dupla certificação;

Associações da comunidade que promovem atividades de carácter lúdico-expressivo, artístico, cultural e desportivo;

Instituições de apoio à infância e juventude.

 

Apresentação do Problema

Dimensão e gravidade do problema

Apesar de não ser possível apresentar dados por freguesia, o desemprego jovem é de 37,7% (dados de 2013), sendo que o número dos que não se encontram nem empregados, nem a frequentar educação ou formação é também alto (jovens NEET em 2013: Portugal – 280 mil, cerca de 16% da população deste grupo etário; só na zona Norte – 107 mil).

 

Na freguesia de Lordelo do Ouro e Massarelos, os jovens NEET (jovens entre os 15 e os 30 anos que estão desempregados e fora do sistema de educação e de formação) são associados na comunidade como muitas vezes associados a práticas económicas paralelas e a percursos de vida não estruturados, por vezes ligados a atividades ilícitas e criminais.

 

Causas do problema

  • Abandono precoce da escola: desfasamento entre a cultura da escola e a cultura de origem das crianças e jovens; baixas qualificações escolares dos encarregados de educação e fraco envolvimento no percurso escolar dos seus educandos; desvalorização da imagem da escola;
  • Parcas respostas de emprego e discrepância entre as qualificações profissionais e exigências legais;
  • Desresponsabilização por parte da população na definição do seu projeto de vida profissional;
  • Falta de recursos e/ou de uma estratégia de comunicação eficaz por parte da Instituição;
  • Falta de recursos humanos mais direcionados para a intervenção de pares/ no terreno que alcance este grupo-alvo.

 

Consequências do problema não resolvido

Sendo um território marcado por fenómenos de marginalidade avançada e criminalidade, estes jovens são mais facilmente aliciados para práticas desviantes e criminais;

 

Grande parte deste grupo-alvo desconhece ou desvaloriza a importância de serviços, espaços e projetos existentes, não usufruindo de respostas existentes na sua comunidade que possam contribuir positivamente para a sua inclusão social e dar resposta às suas necessidades.

 

Alternativas de resolução do problema já realizadas

Dinamização de eventos de animação cultural;

Flyers de divulgação das atividades e projetos da Instituição;

Criação de uma equipa de futebol dirigida a este público-alvo – Metágil – projeto que está a avançar, mas que só chega a um pequeno número destes jovens;

Divulgação dos produtos dos projetos: apresentação de peças de teatro, momentos musica, divulgação de produtos audiovisuais.

4 Como prevenir a violência no namoro.

NOME DO PROBLEMA

Como prevenir a violência no namoro.

NOME DA ORGANIZAÇÃO

ADDIM - Associação Democrática de Defesa dos Interesses e da Igualdade das Mulheres

DESCRIÇÃO DA ORGANIZAÇÃO

Missão: A ADDIM, através do Centro de Atendimento à Vítima (CAV), disponibiliza gratuita e confidencialmente apoio psicológico, jurídico e social a mulheres e crianças vítimas de crimes. O CAV depara-se, na sua maioria, com casos de mulheres vítimas do crime de violência doméstica, porém podem surgir, igualmente, problemáticas associadas a maus-tratos físicos e/ou psicológicos a crianças e jovens, abuso sexual e situações de negligência parental. Perante tal, a Instituição tem como objetivo orientar, apoiar e reintegrar as vítimas e tem como missão promover a valorização pessoal, profissional e social das suas utentes, no combate à exclusão social e à perpetuação da diferença. Para tal, defende a igualdade entre homens e mulheres e combate qualquer tipo de discriminação com vista à sua integração social; desenvolve iniciativas conjuntas, com associações e/ou entidades nacionais e/ou internacionais, que visem a promoção da igualdade das mulheres; organiza seminários, colóquios e congressos; promove a valorização e aptidão social com a finalidade de prevenir eventuais situações de exclusão social, tendo em vista a reinserção através da atividade laboral; pretende alcançar uma mudança de atitude face à violência doméstica, quebrando os ciclos da mesma e promovendo uma cidadania ativa.

Visão: A ADDIM tem uma equipa de trabalho com uma visão ampla e alargada mas com objetivos precisos sobre o contexto em que atua. A ADDIM pretende mudar algumas mentalidades no que toca à Violência Doméstica e Violência Conjugal, dando apoio a todas as vítimas deste fenómeno e realizando ações de prevenção de modo a diminuir a sua perpetuação.

Público-alvo / beneficiários prioritários: A população-alvo caracteriza-se por uma maioria do sexo feminino, com idades compreendidas entre os 25-60 anos, na maioria casadas ou em união de facto. Neste momento a ADDIM dá apoio a cerca de 175 utentes. Este número engloba todas as pessoas em atendimento jurídico, psicológico e social. Paralelamente intervém junto de escolas abrangendo um população de cerca de 1400 alunos. A população-alvo de intervenção perfaz um total de 1575 utentes.

Área geográfica de intervenção: Distrito do Porto, existindo a possibilidade de uma intervenção mais ampla sempre que se justifique.

Descrição das principais atividades:

A ADDIM é uma IPSS, organização sem fins lucrativos, que presta atendimento jurídico, psicológico e social às vítimas; reencaminhamento das vítimas para Casas de Abrigo; prevenção nas escolas (1º ciclo, 2º ciclo e 3º ciclo) sobre as áreas de: violência no namoro, violência doméstica, bullying, igualdade de género e os seus respetivos papéis, direitos humanos, treino de competências sociais e pessoais tais como a comunicação, a assertividade e a afetividade; gestão de conflitos e por fim a questão da multiculturalidade. As diversas atividades são sempre adequadas à faixa etária em que se desenvolvem as ações de prevenção.

 

Recursos da Organização

Recursos-Chave

Descrição

Recursos Humanos

Equipa multifacetada constituída por 23 membros entre os quais se encontram psicólogas, juristas, técnicos/as socioeducativos e de mediação, bem como um grande grupo de voluntários cujas tarefas vão desde a contabilidade à assistência.

Recursos Materiais

CAV- Centro de Atendimento com quatro gabinetes de atendimento em âmbitos de intervenção distintos como o gabinete do/a psicólogo/a, gabinete jurídico, gabinete da área social, sala de reuniões. Este espaço físico possui também uma sala para as crianças, um espaço na receção para a brincadeira, uma copa, duas casas de banho e arrumos. O centro está equipado com material informático, impressoras, diversos materiais de pintura e jogos didáticos para as crianças. Existem materiais diversos de leitura, pesquisa, investigação e informativos na área da violência doméstica.

Recursos Imateriais

Um espírito de equipa muito grande. Os voluntários trabalham com gosto e afinco e dedicam grande parte do seu tempo a ajudar o nosso público-alvo. Visto que a equipa vem de variadas áreas o contributo torna-se muito mais gratificante.

 

Apresentação do Problema

Dimensão e gravidade do problema

A violência é um fenómeno cultural que está severamente enraizado. Sabemos que as questões culturais mais arreigadas são as mais difíceis de erradicar das consciências individuais e dos comportamentos sociais. A OMS (Organização Mundial de Saúde) e a ONU vêm alertar que a violência entre os jovens é um problema de saúde pública onde importa investir na deteção precoce, na intervenção e na prevenção. O facto de os/as jovens desvalorizarem determinados comportamentos reprováveis socialmente pode conduzi-los/as a reproduzirem condutas violentas e desta forma perpetuar o ciclo da violência doméstica. Convém salientar que a violência no namoro aumentou e os estudos dão conta de que 1 em cada 4 jovens já foram vítima de violência no namoro. Estes números expressivos são preocupantes. Há mais visibilidade do fenómeno. A violência no namoro passou em 2013 a estar contemplada de uma forma inequívoca no art.º. 152 do Código Penal - no crime de violência doméstica. Das mais de 27 mil queixas apresentadas em 2013 no âmbito do crime de violência doméstica - 10% incidiram sobre menores de 16 anos. Os números são de facto preocupantes. No ano de 2014 houve um aumento de 50% das denúncias. A violência nas relações de namoro assume entre os/as jovens valores inquietantes de vitimização e de perpetração. Os jovens tendem a minimizar e a banalizar a violência o que poderá explicar a manutenção na relação e a continuidade da conduta abusiva por parte dos agressores. A permanência das vítimas numa relação abusiva tem sido explicada pelo facto de as vítimas confundirem abuso com amor e ciúme ou, por outro lado, acreditarem que estes episódios de violência são passageiros acreditando que será possível mudar o seu companheiro.

 

Causas do problema

  • Os jovens não desenvolvem competências sociais e pessoais para lidar com conflitos;
  • Falta de padrões sociais nos ambientes em que se inserem;
  • Falta de informação/formação;
  • Falta de formação de políticas não-violência;
  • Há uma forte banalização da violência.

 

Consequências do problema não resolvido

  • Aumento da Violência Conjugal num futuro próximo;
  • Sociedade mais violenta;
  • Replicação de modelos para as gerações futuras;
  • Gastos acrescidos para o Estado (a nível de saúde).

 

Alternativas de resolução do problema já realizadas

No âmbito desta problemática a ADDIM atua de forma preventiva, isto é, são realizadas ações de prevenção nas escolas de 1º ciclo, 2º ciclo e 3º ciclo e trabalha-se com a audiência conforme a sua idade. Nestas ações discutem-se os temas de violência no namoro, violência doméstica, bullying, igualdade de género e os seus respetivos papéis, direitos humanos, treino de competências sociais e pessoais tais como a comunicação, a assertividade e a afetividade; gestão de conflitos e por fim a questão da multiculturalidade. Estas ações preventivas mostraram ser informativas para os estudantes em questão e a maioria disse ter adquirido algum conhecimento, no entanto não é visível um impacto na mudança dos seus comportamentos.

5 Como aumentar a empregabilidade de pessoas com problemas de saúde mental.

NOME DO PROBLEMA

Como aumentar a empregabilidade de pessoas com problemas de saúde mental.

NOME DA ORGANIZAÇÃO

ANARP - Associação Nova Aurora na Reabilitação e Reintegração Psicossocial

DESCRIÇÃO DA ORGANIZAÇÃO

Missão/Visão: O Centro de Reabilitação da ANARP tem como missão apoiar a pessoa com experiência de doença mental a ultrapassar as limitações causadas pela sua doença, de forma a atingir um elevado nível de funcionalidade e a sua efetiva integração social nos contextos por si escolhidos para residir, aprender, trabalhar e socializar, contribuindo significativamente para a melhoria da sua qualidade de vida. Desta forma, todos os nossos serviços são orientados pelos valores e princípios mais atuais da Reabilitação Psicossocial, de acordo com autores e entidades internacionais de referência: opção de escolha, envolvimento ativo do indivíduo e das pessoas significativas no processo de recovery, crença no potencial de recuperação e personalização do processo de acordo com as necessidades, interesses e objetivos da pessoa.

Público-alvo / beneficiários prioritários: Pessoas com experiência de doença mental grave. Caraterísticas demográficas dos utentes do Centro de Reabilitação: 43 utentes, mais de 90% apresentam o diagnóstico de esquizofrenia, com idades maioritariamente compreendidas entre os 30 e os 55 anos, 75% do sexo masculino, maioritariamente com 12º ano de escolaridade ou acima.

Área geográfica de intervenção: Área Metropolitana do Porto.

Descrição das principais atividades:

O Centro de Reabilitação da ANARP organiza a sua atividade através de quatro eixos principais:

 

- Desenvolvimento pessoal: O Centro de Reabilitação disponibiliza um conjunto de programas multinível, que de forma flexível, personalizada, progressiva e participada, permite o desenvolvimento de competências funcionais, no sentido de potenciar as oportunidades de participação e inserção social de todas as pessoas que apresentam a desvantagem de possuir uma doença mental. Os diferentes programas e atividades que os integram foram concebidos com o intuito de permitir o desenvolvimento e a aquisição de competências transversais e específicas que permitam às pessoas funcionar com sucesso nos contextos que escolherem para residir, aprender, trabalhar e socializar. Cada utente poderá combinar no seu horário atividades de dois níveis diferentes: ser autónomo e ser saudável; e ser ativo e ser saudável.

 

- Qualificação e Emprego: As pessoas com experiência de doença mental têm direito à igualdade de oportunidades no acesso às diversas respostas de educação-formação e emprego, parte vital da reabilitação na medida em que (re)integram a pessoa na comunidade. As pessoas com experiência de doença mental colocam ao processo de qualificação/emprego um duplo desafio. Por um lado, uma abertura e flexibilidade para que as suas circunstâncias particulares sejam geridas no quadro da sua intervenção (por exemplo, os défices cognitivos); por outro, uma atenção e esforço acrescidos face aos seus mais baixos níveis de qualificação relativamente à população em geral (por norma). No Centro de Reabilitação consideramos este serviço uma mais-valia, sendo um dos objetivos de reabilitação mais frequentemente identificados pelos nossos utentes.

 

- Habitação Apoiada: A habitação é um direito fundamental e um fator decisivo para o bem-estar e integração comunitária. O desenvolvimento de respostas habitacionais para pessoas com experiência de doença mental constitui uma prioridade na medida em que estas pessoas se encontram, frequentemente, numa situação de particular vulnerabilidade em termos do acesso e manutenção de uma residência, obrigando-os a residir com as famílias de origem, muitas vezes mal preparadas para prestar este suporte, com toda a sobrecarga que esta situação acarreta. De forma a responder a esta necessidade, a ANARP encontra-se a desenvolver um programa de habitação apoiada, alicerçado nos pressupostos que as pessoas com problemas de saúde mental têm o direito e competência para, com o suporte necessário, viverem de forma autónoma em condições similares a qualquer outro cidadão.

 

- Apoio Familiar: O serviço de Apoio Familiar da ANARP, alicerçado nos princípios de uma prática baseada em evidências, assume como principal finalidade envolver as famílias em todas as fases do processo de recuperação das pessoas com experiência de doença mental e concomitantemente responder às suas necessidades efetivas de bem-estar e equilíbrio emocional.

 

De referir ainda que, além das atividades do Centro de Reabilitação, a ANARP apresenta ainda um Centro Infantil composta por uma Creche, um Jardim de Infância, um ATL e Atividades Extracurriculares.

 

Recursos da Organização

Recursos-Chave

Descrição

Recursos Humanos

O Centro de Reabilitação divide-se em unidades físicas:

Fórum-Sócio Ocupacional: 3 Terapeutas Ocupacionais, 3 Psicólogos, 1 Administrativo.

Centro de Empowerment: 1 Assistente Social, 1 Administrativo.

Recursos Materiais

Fórum-Sócio Ocupacional

  • Espaço: 2 Salas para Apoio Individual, 1 Sala de Informática, 4 Salas para Atividades de Grupo, 1 Sala de Convívio, 1 Biblioteca, 1 Sala da Secretaria, 1 Sala para a Equipa de Suporte Interpares, 1 Anexo em fase de reabilitação (dois pisos), 1 Sala da Equipa Técnica, 3 Casas de Banho, 1 Jardim.
  • Viatura de ligeiros de 5 lugares.
  • Equipamentos: 8 desktops, 3 computadores portáteis, 4 impressoras, 2 videoprojector, 2 par de colunas, 1 televisão, 1 máquina fotográfica.
  • Material de atelier artístico.
  • Material de escritório.
  • Mobiliário (30 cadeiras, 7 mesas, 4 sofás).
  • Equipamentos para gestão habitacional: máquina de lavar-roupa, fogão, micro-ondas, frigorífico, tábua de passar a ferro, materiais de limpeza.

Centro de Empowerment

  • Espaço: 2 Salas de Atendimento ao Público, 1 Sala Polivalente (utilizada para formação profissional, reuniões, etc), 1 Casa de Banho, 1 Sala de Espera com Computadores, 1 Sala de Atividades de Grupo.
  • Equipamentos: 2 Impressoras, 5 Desktops, 1 Projetor, 1 Quadro Branco, 1 Micro-ondas, 1 Máquina de Café.
  • Mobiliário (25 cadeiras, 4 mesas)
  • Material de Escritório.

Recursos Imateriais

Competências técnicas especializadas no âmbito da Reabilitação Psicossocial: formação específica nos modelos e técnicas de intervenção recomendados pelas boas práticas nesta área; desenvolvimento de vários artigos científicos, pósteres e comunicações orais.

- Supervisão Técnica do Laboratório de Reabilitação Psicossocial: permite o desenvolvimento de processos de garantia e gestão da qualidade e uma constante atualização da prestação de cuidados de reabilitação para pessoas com experiência de doença mental, com bases nas guidelines internacionais mais recentes. Esta parceria garante ainda a mobilização de investigadores especializados na área da Reabilitação Psicossocial e da Doença Mental para a concretização de estudos que visam analisar o impacto dos projetos desenvolvidos.

Pertença à Rede de Reabilitação Psicossocial para Pessoas com Doença Mental da Área Metropolitana do Porto (RARP-AMP): tem como objetivo promover a articulação dos vários agentes do setor social e do ensino superior que atuam neste domínio na região, possibilitando a articulação dos recursos disponibilizados pelas várias entidades parceiras incluindo a Santa Casa da Misericórdia do Porto; a Associação de Familiares, Amigos e Utentes do Hospital Magalhães Lemos; a Associação de Doentes Depressivos e Bipolares; ENCONTRAR+SE (Associação de Promoção da Saúde Mental); Escutar (Estudos e Prevenção de Suicídios); Alzheimer Portugal; AGIRAR (Familiares e Amigos de Pessoas com Psicose); AFADOME (Familiares e Amigos da Doença Mental); Universidade Católica Portuguesa; Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto e a Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Porto do IPP.

Articulação com instituições do ensino superior: esta proximidade com as principais instituições de ensino superior na região possibilita a prestação de serviços atualizados e de ponta. A parceria com a Escola Superior de Tecnologias da Saúde do Porto, a Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto e o Instituto Superior de Serviço Social do Porto possibilitam ainda a alocação de estagiários de Terapia Ocupacional, Psicologia e Serviço Social, respetivamente, que podem ser recrutados para a prestação de apoio aos projetos implementados na instituição. A articulação com a Escola Superior de Educação permite a capacitação dos utentes da ANARP através das artes, fornecendo-lhes o acesso às várias oficinas artísticas existentes no âmbito da licenciatura de Artes Visuais e Tecnologias Artísticas, incluindo cerâmica, fotografia, pintura, tipografia, entre outras. Por fim, a colaboração com o Gabinete de Educação Especial da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto (FADEUP) permite a implementação de uma prática desportiva frequente junto dos utentes da ANARP, fornecendo o espaço físico e os recursos humanos necessários para a dinamização de períodos de atividade física estruturada.

Parcerias de Desenvolvimento Local de Base Comunitária Urbano (Centro Histórico do Porto, Gondomar e Frente Atlântica – Matosinhos, Porto e Gaia): estabelecimento de uma rede de instituições locais que pode ser recrutada com o objetivo de estabelecer e avaliar possíveis hipóteses de colaboração para a criação de alternativas de integração profissional para os seus utentes.

Pertença à RESIT - Rede de Empresas Sociais para a Inserção pelo Trabalho: rede informal de organizações que pretende promover o trabalho em rede no sentido de potenciar a sinergia das ações de inserção profissional e de emprego de pessoas profissionalmente excluídas ou vulneráveis, como é o caso das pessoas com experiência de doença mental. O trabalho da RESIT visa assim promover a cooperação interinstitucional a nível nacional e internacional e contribuir para a adequação e eficácia das medidas de política nacional e internacional (através da ENSIE) de promoção do emprego.

 

Apresentação do Problema

Dimensão e gravidade do problema

  • Taxa de desemprego para pessoas com problema experiência de doença mental varia entre 60% e 80%;
  • Taxa de acesso ao mercado de trabalho nesta população é aproximadamente metade quando comparada com outros tipos de incapacidade;
  • Apenas cerca de 25% dos casos acompanhados no Centro de Reabilitação com perfil de empregabilidade desempenham algum tipo de função laboral remunerada (9/34);
  • Cerca de 65% dos utentes do Centro de Reabilitação já completou todo o processo de reabilitação destinado a desenvolver competências pessoais, sociais e laborais.

 

Causas do problema

  • Dificuldades na articulação de protocolos de integração profissional com entidades do setor empresarial;
  • Discrepância entre os objetivos e a linguagem utilizada pelas entidades do 3º setor e do setor empresarial, o que dificulta a cooperação na construção de projetos de inserção;
  • Reduzida literacia sobre doença mental e existência de estigma por parte das entidades do setor empresarial;
  • Inexistência de apoios à contratação específicos para pessoas com experiência de doença mental;
  • Dificuldades no acesso a estágios curriculares/profissionais que poderiam criar oportunidades de contratação;
  • Inexistência de respostas sociais para a integração profissional de pessoas com experiência de doença mental;
  • Dificuldades na criação de respostas de integração dentro da própria Instituição;
  • Reduzida dimensão da Instituição limita o número de integrações internas dos utentes da ANARP;
  • Dificuldades em adquirir financiamento inicial para a criação de projetos de empreendedorismo interno;
  • Inexistência de centros especializados para a reabilitação vocacional de pessoas com experiência de doença mental;
  • Inexistência de enquadramento legal para a criação de empresas sociais;
  • Escassa experiência profissional dos utentes.

 

Consequências do problema não resolvido

  • Estagnação do projeto de reabilitação dos utentes;
  • Diminuição dos níveis de autoestima e redução das expetativas futuras para os seus objetivos de inserção;
  • Aumento do autoestigma e desvalorização do seu papel como elementos ativos na sociedade;
  • Reduzida participação na comunidade e consequente reforço da sua tendência para o isolamento social;
  • Maior risco de reincidência de episódios agudos e hospitalizações;
  • Elevado número de utentes sem qualquer tipo de experiência profissional ao longo da sua vida;
  • Utentes reformados por invalidez precocemente;
  • Dependência financeira de familiares que origina ou poderá originar situações de pobreza e/ou exclusão social.

 

Alternativas de resolução do problema já realizadas

  • Desenvolvimento do projeto e plano de negócios para a implementação de uma lavandaria social, baseada nos modelos de emprego apoiado, desenvolvido no âmbito da Unidade Curricular de Gestão e Administração em Terapia Ocupacional da Escola Superior de Tecnologia de Saúde do Porto;
  • Programa Empreende-te onde foi desenvolvido uma atividade de capacitação e suporte orientado para pessoas com problemas de saúde mental, no sentido de as instrumentalizar e apoiar no processo de criação de soluções inovadoras sustentáveis e responsáveis, que poderão ser o veículo para a resolução de problemas sociais, mas também para a melhoria da sua qualidade de vida, participação e inclusão social;
  • Programa Redes pretende garantir lógicas de atuação em rede no Concelho do Porto, dinamizando e ajustando os recursos naturais existentes na comunidade às necessidades de participação e integração social das pessoas com experiência de doença mental. Pretende-se desta forma diminuir a desvantagem de possuir uma doença crónica e criar igualdade de oportunidades no acesso à qualificação e ao emprego

6 Como cativar crianças com excesso de peso e que gostam de animais para a metodologia CAOVIDA.

NOME DO PROBLEMA

Como cativar crianças com excesso de peso e que gostam de animais para a metodologia CAOVIDA.

NOME DA ORGANIZAÇÃO

CAOVIDA CLUB

DESCRIÇÃO DA ORGANIZAÇÃO

Missão: Prestar assistência global a famílias com crianças com excesso de peso.

Visão: Ser uma Instituição de referência, a nível global, em matérias relacionadas com o tema “One Health” (Uma Só Saúde), interagindo com diferentes stakeholders, desde a investigação, passando pelo processo de policy making até à implementação em diferentes comunidades.

Público-alvo / beneficiários prioritários: Crianças com excesso de peso e obesidade.

Área geográfica de intervenção: Paranhos, Porto.

Descrição das principais atividades:

  • Trabalho transdisciplinar com crianças com excesso de peso e obesidade: medicina, medicina veterinária, psicologia, nutrição, exercício físico e terapia assistida com cães.
  • Atividades mensais diversificadas e sempre em contextos diferentes de forma a proporcionar um encontro de todos os membros e comunidade CAOVIDA.
  • Rastreios de obesidade infantil em escolas: no sentido de sinalizar crianças e adolescentes em risco (seja com excesso de peso ou obesidade) e envolvê-las na metodologia CAOVIDA para que se consigam mudar hábitos alimentares e de atividade física.
  • Newsletter mensal com novidades do club e receitas saudáveis.
  • Formação para pais: no sentido de sensibilizar e educar para uma vida mais ativa e saudável.

 

Recursos da Organização

Recursos-Chave

Descrição

Recursos Humanos

Dois médicos veterinários, dois médicos, um médico dentista, três psicólogas, duas nutricionistas, um professor de educação física, uma professora de biologia, uma jornalista, um técnico de terapia assistida com cães.

 

Recursos Materiais

Sede própria.

 

Recursos Imateriais

Registo da marca, know-how na área de obesidade infantil, cultura focada nas pessoas e nos seus principais interesses, trabalho em rede.

 

 

Apresentação do Problema

Dimensão e gravidade do problema

A obesidade infantil é um dos mais sérios problemas de saúde pública em todo o mundo. Em Portugal uma em cada três crianças tem excesso de peso: 32,2% das crianças entre os 7 e os 9 anos de idade têm excesso de peso, das quais 11% são obesas. Mais do que estes números alarmantes, importa termos em conta as inúmeras consequências físicas e psicológicas que a obesidade representa. Uma criança com excesso de peso / obesidade tem uma qualidade de vida reduzida, o que aumenta o número de respostas emocionais inadequadas. Os distúrbios de identidade e de auto-imagem associados a uma baixa auto-estima em crianças com este problema são significativos, afetando negativamente a perceção de imagem corporal e, consequentemente, o preconceito social. Se tivermos em conta as consequências físicas, uma criança com excesso de peso tem maior probabilidade de desenvolver problemas de saúde (doenças cardiovasculares, hipertensão, diabetes, asma, doenças do fígado, apneia do sono e vários tipos de cancro) na adolescência e idade adulta.

 

Causas do problema

As causas da obesidade infantil são várias e, para explicarmos o nosso problema mais concreto, precisamos primeiro de refletir sobre estas:

1 - Hábitos alimentares e escolhas de alimentos deficientes: hoje em dia a forma como preparamos os alimentos e a falta de tempo dos adultos e das crianças faz com que consumam mais alimentos processados e com baixo valor nutricional.

2 - Falta de exercício físico: as crianças são cada vez mais sedentárias, não praticando exercício físico ao ar livre ou algum desporto.

3 - Algumas crianças têm determinados genes que acabam por armazenar mais facilmente a gordura do que as outras crianças. Este fator explica apenas 5% dos casos de obesidade.

4 - Stress e questões psicológicas: algumas crianças têm dificuldade em lidar com o stress e a exigência quotidiana, por isso recorrem à comida como forma de sentirem algum reconforto quando se sentem mal. Muitas delas têm tendência a comer para responder a emoções negativas, como estar triste, aborrecido, ansioso ou zangado.

5 - Contextos: o meio desempenha um papel fundamental na obesidade. A casa é um dos lugares mais importantes para aprender a alimentar-se corretamente e estimular hábitos de vida saudáveis. A escola desempenha igualmente um papel importante na promoção e manutenção de hábitos de saúde.

 

Continuamos a não conseguir chegar de forma eficaz ao nosso público-alvo. Em novembro de 2014 realizamos um rastreio de obesidade infantil numa escola pública, a 306 alunos. Identificamos 98 crianças com excesso de peso e 48 tendo obesidade. No entanto, apenas 3 crianças ficaram a trabalhar connosco de forma contínua, recorrendo ao nosso trabalho transdisciplinar. Acreditamos que esta não eficácia está assente em causas como: 1) desconhecimento do nosso trabalho; 2) não reconhecimento do problema da obesidade infantil e suas consequências, 3) outras opções de mercado, 4) falta de tempo, 5) razões económicas.

 

Consequências do problema não resolvido

A obesidade infantil é, atualmente, uma epidemia global que cresceu bastante nos últimos 20 anos. Em 2010, os números oficiais apontavam para 155 milhões de crianças em todo o mundo com excesso de peso ou obesidade e estimava-se que o número duplicasse até ao presente ano, 2015. Os números reais serão com certeza mais elevados dado o desinteresse e/ou desconhecimento de muitas famílias.

Esta realidade levará a que esta geração de crianças venha a viver mais doente e a morrer mais cedo do que os seus pais. Crianças com obesidade ou excesso de peso têm uma maior propensão para desenvolverem problemas de saúde na idade adulta, como diabetes, hipertensão, colesterol alto, apneia e alterações do sono, distúrbios hepáticos, etc. As consequências para a saúde mental são também amplamente divulgadas, dizendo-nos a literatura e a experiência que crianças com este problema têm problemas ao nível do rendimento escolar, diminuição da qualidade de vida, desânimo, cansaço, o que as leva muitas vezes ao isolamento.

Os números de obesidade infantil continuam a aumentar no nosso país, o que significa que as soluções existentes no mercado não são eficazes. Os hospitais públicos e privados dispõem de serviços direcionados para a obesidade infantil, mas prestam apenas um serviço de impacto restrito e não continuado, que não intervém na área do exercício físico. Existem também algumas instituições e câmaras que desenvolvem atividades pontuais neste sentido. No entanto, nenhuma entidade pública ou privada disponibiliza a mesma oferta que propomos.

Como consequência de não conseguirmos chegar a mais crianças com este problema, temos crianças mais sedentárias, com uma alimentação deficiente e com mais problemas psicológicos, decorrentes da pressão dos pares e dos padrões que a sociedade impõe.

Não podemos falar apenas das consequências externas do problema não resolvido, mas também o que isso implica a nível interno, para o club. Enquanto não resolvermos mais casos de obesidade infantil, não atingiremos a autossustentabilidade que nos permite crescer e expandir.

 

Alternativas de resolução do problema já realizadas

A experiência tem-nos mostrado que, mais importante do que tratar o problema, é fulcral apostar na prevenção, com um diagnóstico e tratamento precoce. Até porque se sabe que se intervirmos cedo (6 aos 10 anos de idade) é mais provável ter-se sucesso nas implicações futuras (problemas médicos, problemas físicos, problemas psicológicos e problemas de interação / sociais). Assim, de forma a sensibilizarmos, mas também de forma a chegarmos a mais crianças com obesidade infantil e excesso de peso, realizamos o rastreio atrás referido.

Para diminuirmos a relação custo-benefício do nosso trabalho, desenvolvemos, todos os meses, atividades abertas ao público, que são as mais diversificadas possíveis; e formações para pais. Tudo isto com o principal objetivo de chegarmos a mais crianças com excesso de peso e obesidade e, assim, conseguirmos um trabalho sustentado em diversas áreas.

7 Como promover a inserção profissional de pessoas em situação de Sem-Abrigo, com perfil de empregabilidade.

NOME DO PROBLEMA

Como promover a inserção profissional de pessoas em situação de Sem-Abrigo, com perfil de empregabilidade.

NOME DA ORGANIZAÇÃO

WelcomeHOME – Cooperativa de Solidariedade Social, CRL

DESCRIÇÃO DA ORGANIZAÇÃO

Missão: Promover o Apoio, Formação e Empregabilidade a pessoas em situação sem-abrigo da cidade do Porto.

Visão: Assumimos o desafio de nos próximos 5 anos desenvolver negócios sociais que permitam gerar oportunidades acrescidas de inserção laboral. Com eles poderemos fomentar processos de Autovalorização pessoal e profissional.

Público-alvo / beneficiários prioritários: pessoas em situação de sem-abrigo, com perfil de Empregabilidade.

Área geográfica de intervenção: Porto.

Descrição das principais atividades:

Negócios sociais: Serviço WelcomeHOME Tours

 

Recursos da Organização

Recursos-Chave

Descrição

Recursos Humanos

Uma psicóloga, um assistente social, uma arqueóloga/historiadora, um gestor, um arquiteto.

Recursos Materiais

Dada a fase de desenvolvimento da organização ainda não possuímos recursos materiais de nota.  

Recursos Imateriais

Experiência de trabalho com as pessoas em situação de sem-abrigo, diferentes competências profissionais, motivação, dinamismo, conhecimento do território de intervenção. 

 

Apresentação do Problema

Dimensão e gravidade do problema

A cidade do Porto ao longo dos últimos anos tem registado cerca de 1200 a 1500 pessoas em situação de sem-abrigo. Importa aferir que na sua generalidade estas pessoas, além da ausência de habitação, podem enfrentar problemas de saúde graves, inexistência de necessidades básicas garantidas e/ou falta de retaguarda familiar. Deste universo existem aproximadamente 700 pessoas que estão a beneficiar de acompanhamento social e possuem um plano de inserção que poderá contemplar apoio em alojamento, alimentação, saúde e/ou emprego. Desta amostra e decorrente do acompanhamento social que está a ser desenvolvido, estima-se que nos proximos anos existam cerca 100 pessoas com perfil  de empregabilidade, sendo que definimos este perfil tendo por base determinados critérios, tais como: necessidades básicas garantidas, ausência de consumo de estupefacientes ou opiácios, situação regularizada no sistema de justiça e finanças, motivação para o mercado de trabalho. A WelcomeHOME trabalha especificamente com esta franja da população com perfil de empregabilidade.

 

Causas do problema

As causas de experienciar uma situação de sem-abrigo são vastas e distintas dependendo sempre de pessoas para pessoa, no entanto iremos aqui focar as principais causas para que a população em situação de sem-abrigo com perfil de empregabilidade não encontre uma resposta de emprego efetiva:

- Reduzida escolaridade;

- Idades entre os 40 e os 60 anos;

- Oportunidade de trabalho reduzidas;

- Falta de autoestima e motivação;

- Respostas existentes são remediativas e não de promoção;

-Poucas estruturas de mediação entre a população e o mercado de trabalho;

- Pouca receptividade do mercado de trabalho;

- Estereótipos e preconceitos das empresas e da sociedade civil.

 

Consequências do problema não resolvido

As consequências do problema não resolvido vão também considerar a população sem-abrigo com perfil de emrpegabilidade, à semelhança do que aconteceu com as causas, para assim afunilar e permitir uma análise mais concreta.

As consequências subjacentes ao problema são:

- Afastamento da comunidade;

- Exclusão social e profissional,

- Dependência do estado;

- Aumento da despesa e encargo do estado;

- Preconceito com a população;

- Mau ambiente na cidade;

- Aumento do número de pessoas em situação de sem-abrigo;

- Novas tipologias de pessoas em situação de sem-abrigo;

- Aumento da criminalidade;

- Aumento da insegurança.

 

Alternativas de resolução do problema já realizadas

Criação de negócios sociais que possibilitem postos de trabalho para as pessoas em situação de sem-abrigo, com perfil de empregabilidade.

Importa aqui salientar as alternativas de resolução do problema já experimentadas como: a WelcomeHOME Tours, um serviço de animação turística no segmento touring cultural e paisagístico que é prestado por um cidadão em situação de sem-abrigo natural da cidade Porto. Este serviço associa o conhecimento histórico e cultural da cidade (adquirido durante um ano de formação) e as experiencias de vida da cidade.

Em paralelo, e com o objetivo de contribuir para a sustentabilidade da cooperativa, já devolvemos três produtos de merchandising que estão à venda em algumas lojas da cidade do Porto assim como em algumas plataformas digitais (fotografias, postais, e tote bags).

8 Como promover a convivência entre os residentes e não residentes dos bairros sociais de Aldoar.

NOME DO PROBLEMA

Como promover a convivência entre os residentes e não residentes dos bairros sociais de Aldoar.

NOME DA ORGANIZAÇÃO

Associação de Ludotecas do Porto (ALP)

DESCRIÇÃO DA ORGANIZAÇÃO

Missão: Contribuir para o desenvolvimento integral das crianças, jovens e famílias na defesa e promoção dos seus direitos numa vertente de integração social e comunitária.

Visão: Perspetivar uma intervenção educativa cujo âmbito não se restrinja ao atendimento direto a crianças e jovens mas que se alargue à comunidade em geral.

Público-alvo / beneficiários prioritários: crianças, jovens e famílias do pólo de Aldoar da União de Freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde.

Área geográfica de intervenção: Polo de Aldoar da União de Freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde.

Descrição das principais atividades:

Centro Comunitário de Aldoar:

Ludoteca “Oficina de Animação” - Espaço Lúdico de ocupação de tempos livres para crianças, entre os 6 e os 14 anos, onde a importância da atividade lúdica é entendida como fator estruturante e facilitador de aprendizagem e desenvolvimento.

Grupo de jovens – Espaço lúdico-pedagógico com objetivo de apoiar na construção e estruturação de  projetos de vida de jovens, a partir dos 13 anos, incentivando-os à prática de estilos de vida saudáveis e alternativos a alguns dos modelos vivenciados no quotidiano.

Gabinete de Atendimento às Famílias – Área de acompanhamento de famílias no âmbito do Rendimento Social de Inserção bem como atendimento de orientação social para as famílias em geral. Isto traduz-se em facilitar: o acesso à informação, a compreensão e exercício de direitos e deveres da cidadania, a melhoria da capacidade de organização para uma gestão doméstica equilibrada, desenvolvimento da expressão e comunicação de afetos e das competências parentais...

Centro Lúdico de Imagem Animada (CLIA_ANILUPA) – Valência que privilegia a exploração lúdica da imagem animada. Aqui, qualquer um pode ter acesso a: visitas animadas a uma exposição interativa; oficinas de construção de brinquedos óticos; clube da imagem animada; produção e realização de filmes; mostras de cinema de animação...

Espaço de interação mãe/filho - Espaço de capacitação pessoal e parental da comunidade onde a prática assenta em estratégias lúdico-formativas e na estimulação natural dessas mesmas competências. O espaço de interação mãe/filho traduz-se num espaço de jogo onde, através da atividade lúdica, se potenciam as capacidades das famílias ao nível do relacionamento interpessoal e do exercício de uma parentalidade responsável.

Polo Comunitário - Local de experimentação de diversas atividades lúdicas e ocupacionais para a população, procurando que a comunidade desperte o sentido de vizinhança e união que se sente estar a ser perdido. Exemplos de atividades a decorrer em 2014/15: manualidades para adultos, espaço de orientação para a busca ativa de emprego e formação, oficinas lúdicas práticas para outras instituições.

 

Para além das atividades do Centro Comunitário, a ALP mantém algumas atividades que já faziam parte dos seus objetivos institucionais:

Consultoria -  O Centro de Recursos (Biblioteca) está aberto a quem desejar. Uma equipa de formação presta informação/formação sobre a temática do lúdico e das ludotecas.

Formação - A ALP desenvolve ações de formação, dirigidas a agentes educativos e público em geral, que abranjam quer questões teóricas, quer práticas, no âmbito de todas as temáticas que se considerem de interesse e atualidade.

Animações em Espaço Públicos da Cidade - É objetivo abranger um número alargado de pessoas proporcionando momentos de convívio intergeracional e bem-estar pelo acesso a atividades e brincadeiras disponíveis para todos quantos queiram experimentar, porque se acredita que as mesmas são fontes de aprendizagem e desenvolvimento humano.

 

Recursos da Organização

Recursos-Chave

Descrição

Recursos Humanos

1 Educador Social

1 Assistente Social

3 Animadores

1 Técnico Superior de Gestão

1 Auxiliar de Serviços Gerais

1 Técnico Superior de Ciências da Educação

Recursos Materiais

Espaços físicos cedidos pela Câmara Municipal do Porto; mobiliário adequado às atividades; material e equipamentos de cozinha; computadores; projetor, equipamento áudio e vídeo diverso; material diverso de desgaste…

Recursos Imateriais

Conhecimento na área do lúdico e da importância do jogo e do brincar no desenvolvimento humano.

 

Apresentação do Problema

Dimensão e gravidade do problema

Discriminação entre as duas franjas da população não havendo um modelo comunicacional partilhado. Em última instância este problema leva a uma perpetuação de modelos e ciclos de pobreza e ao aumento de situações de disruptivas e desviantes.

 

Causas do problema

  • A localização dos bairros de habitação social, especialmente o de Aldoar, extremamente fechado e escondido, sem passagem de ruas principais pelo seu interior;
  • O crescente empobrecimento de uma das franjas da população e consequente aumento de comportamentos desviantes;
  • A visão negativa e preconceito por parte de quem reside fora dos bairros de habitação social em relação a estes e seus moradores causados pela falta de conhecimento e contacto com o contexto real dos bairros;
  • A visão negativa e preconceito em relação à população que vive fora dos bairros, sendo considerados por quem vive nos bairros como indivíduos com “vida facilitada”, sem problemas financeiros e com acesso a tudo o que necessitam.

 

Consequências do problema não resolvido

  • Decréscimo no sentimento de pertença à freguesia e participação nas suas tradições;
  • Tendo em conta que as instalações do Centro Comunitário da ALP se localizam no interior do Bairro de Aldoar, a população que habita fora dos bairros e que apresenta problemas sociais não acede aos serviços da Instituição havendo uma manutenção das problemáticas sociais;
  • A intervenção da ALP fica confinada aos bairros sociais não havendo intercâmbio entre as duas franjas da população, o que leva a que as crianças e jovens que frequentam as valências da ALP não tenham contacto com outros modelos afetivos, relacionais e comunitários ajudando, tal facto, a perpetuar os ciclos de pobreza.

 

Alternativas de resolução do problema já realizadas

  • Algumas atividades do Centro Comunitário realizam-se fora das instalações da ALP, em locais mais neutros da freguesia, na tentativa de se conseguir a participação dos dois públicos. No entanto, quando tal acontece, regra geral, não se consegue a participação dos dois públicos em simultâneo.
  • Divulgação das atividades realizadas no interior dos bairros à população que reside fora deles. Também nestas situações não se conseguiu a participação dos dois públicos.

9 Como integrar profissionalmente as pessoas com perturbação depressiva e bipolar.

NOME DO PROBLEMA

Como integrar profissionalmente as pessoas com perturbação depressiva e bipolar.

NOME DA ORGANIZAÇÃO

ADEB - Associação de Apoio aos Doentes Depressivos e Bipolares

DESCRIÇÃO DA ORGANIZAÇÃO

Missão: A missão da ADEB é a prestação de cuidados continuados integrados, em meio institucional e na comunidade, a doentes depressivos e bipolares e suas famílias, ao nível da reabilitação, educação para a saúde, prevenção da doença e inserção social.

Visão: Promover uma resposta de forma sustentada, desenvolvendo os objectivos e valências da ADEB, tendo em vista proporcionar às pessoas com doença unipolar e bipolar mais e melhor saúde mental. Ser um modelo de referência enquanto Instituição, aproximando pessoas através da consolidação de princípios e valores, do desenvolvimento humano, da valorização do indivíduo e da qualidade dos serviços prestados.

Público-alvo / beneficiários prioritários: Pessoas com diagnóstico de Perturbação Depressiva, Bipolar e seus cuidadores.

Área geográfica de intervenção: Região do Norte (Distrito do Porto, de Bragança, Vila Real, Braga, Viana do Castelo, de Aveiro - Norte do Vouga)

Descrição das principais atividades:

Tem como principais objectivos:

Reabilitação Psicossocial - desenvolver e conservar o equilíbrio da pessoa com doença mental;

Ação Médica Especializada junto da comunidade;

Apoiar a célula familiar;

Apoiar e orientar os utentes desempregados - inserção ou reinserção profissional;

Apoiar o adolescente - avaliar e encaminhar visando um diagnóstico precoce, para prevenir o agravamento da doença e obter mais ganhos de saúde;

Apoio Domiciliário Integrado - assistir e acompanhar a pessoa no domicílio de modo a adquirir autonomia, recuperando aptidões essenciais para viver com saúde e qualidade de vida.

 

Recursos da Organização

Recursos-Chave

Descrição

Recursos Humanos

1 Psicóloga em full-time, 1 Psicóloga em part-time e 1 Assistente Social.

Voluntários, 5 elementos do secretariado e 4 elementos da Direção Nacional.

Recursos Materiais

Instalações arrendadas à Domus Mater: 1 receção, 1 sala de espera, 3 gabinetes e 1 sala polivalente.

Recursos Imateriais

Parcerias com 5 hospitais (Hospital de São João, Hospital M. Lemos, Centro Hospitalar Tâmega e Sousa, Centro Hospitalar de Entre-Douro-e-Vouga e Hospital Conde de Ferreira), com 3 autarquias (C.M. Matosinhos, C. M. V. N. de Gaia e J. de Freguesia de Paranhos).

Acordo de Cooperação Atípico para os Grupos de Ajuda Mútua com a Segurança Social do Porto.

Vasta experiência na área de psicoeducação.

 

Apresentação do Problema

Dimensão e gravidade do problema

Participação menos ativa na comunidade das pessoas com diagnóstico de depressão e de doença bipolar, menos auto-estima, menos qualidade de vida, menos saúde física e mental. O que pode levar ao aumento dos custos ao nível das hospitalizações, número de consultas psiquiátricas, de baixa médica e do número de suicídio, menor pro-atividade e produtividade dos mesmos.

 

Causas do problema

População mais vulnerável face ao contexto socioeconómico, rigidez dos horários laborais, efeitos secundários da medicação que levam a falta de concentração, maior lentidão psicomotora, dificuldades nas relações interpessoais.

 

Consequências do problema não resolvido

Contribui para dificuldades de integração na sociedade civil, maior isolamento social, menor auto-estima, menor poder económico, menor qualidade de vida. Todos estes fatores podem reforçar a instabilidade emocional dos utentes.

 

Alternativas de resolução do problema já realizadas

A ADEB tem uma vasta experiência na área da psicoeducação das pessoas com diagnóstico de perturbações depressivas e bipolares através do atendimento individual, de grupos de ajuda mútua e grupos de psicoeducativos a fim de promover a aquisição de competências e de autocuidado, atividades da vida diária, relacionamento interpessoal, maior participação na comunidade, bem como fornecer às pessoas aptidões para lidar com a doença. No sentido de promover a integração social e profissional dos mesmos, dinamizamos grupos de treino de competências em 4 vertentes:

- Gestão do stress e da ansiedade: gestão de tempo e de tarefas, gestão emocional e treino de relaxamento muscular progressivo de Jacobson.

- Competências pessoais: autoestima/autoconceito, conflitos intrapessoais, gestão doméstica e financeira e higiene de vida saudável.

- Técnicas de procura de emprego: elaboração de CV, carta de motivação, procura ativa, role-play de entrevista.

Dinamizamos também atividades recreativas: Workshop de artes plásticas, de fotografia, sessões de cinema, um grupo teatral e passeios culturais a fim de diminuir o isolamento social.

10 Como identificar e mobilizar mulheres, com mais de 50 anos, em risco de isolamento social para participar no Vintage for a Cause.

NOME DO PROBLEMA

Como identificar e mobilizar mulheres, com mais de 50 anos, em risco de isolamento social para participar no Vintage for a Cause.

NOME DA ORGANIZAÇÃO

1000Rostos - Associação de Ação Social

DESCRIÇÃO DA ORGANIZAÇÃO

Missão: Promover o envelhecimento ativo, a criação de rede de suporte social e o desenvolvimento pessoal.

Visão: Que todas as pessoas mantenham a vontade de criar, participar e desenvolver projetos, independentemente da idade.

Público-alvo / beneficiários prioritários: População sénior; Mulheres com mais de 50 anos que não estejam na vida ativa.

Área geográfica de intervenção: Cidade do Porto.

Descrição das principais atividades:

Vintage for a Cause - Clube de Costura Sénior que promove o envelhecimento ativo através da ocupação e participação ativa das utentes, mediante facilitação de ateliers bissemanais onde mulheres com mais de 50 anos, que não estão na vida ativa, transformam roupa usada em roupa de inspiração vintage com a ajuda de profissionais e designers conhecidos, revertendo o produto da venda dessas peças para a sustentabilidade do projeto.

 

Recursos da Organização

Recursos-Chave

Descrição

Recursos Humanos

1 coordenador geral, também responsável pela comunicação, apoio legal e processos, angariação de fundos e parcerias.

1 coordenador de estrutura, responsável pelo sourcing de materiais, escoamento, monitorização e secretariado.

1 coordenador técnico e de produção, responsável por facilitar os ateliers de costura, formar e envolver as utentes, orçamentar e orientar a prestação de serviços e workshops externos.

1 costureira, responsável por executar peças/serviços.

1 designer gráfico, responsável pela imagem e identidade em termos gráficos.

Voluntários.

Recursos Materiais

Espaço em regime de cedência.

Financiamento EDP Solidária 2013.

Equipamentos e matérias primas.

Espaços cedidos para colocação e venda das peças.

Recursos Imateriais

Parceiros com marca consolidada.

 

Apresentação do Problema

Dimensão e gravidade do problema

O isolamento social é um problema que afeta pessoas em diferentes idades, estratos sociais e regiões. Tende a acentuar-se na população feminina mais velha e após perda de papéis na sociedade e na família. O conhecimento do problema é de domínio público. A sinalização é difícil.

 

Causas do problema

  • Perda de papéis familiar e social.
  • Abandono e indiferença familiar.
  • Competitividade do mercado de trabalho.
  • Envelhecimento da população.
  • Transversalidade da condição.
  • Menor rendimento disponível.

 

Consequências do problema não resolvido

  • Pessoas em isolamento.
  • Pessoas condicionadas por uma atitude de baixa auto-estima, auto-exclusão, atrofio mental e social.
  • Número de pessoas em estado depressivo e saúde em degeneração.
  • Atitude de desresponsabilização da sociedade para com a população mais envelhecida.

 

Alternativas de resolução do problema já realizadas

  • Abordagem de instituições com contacto privilegiado com públicos que sofram do problema social visado: juntas de freguesia, igrejas, universidades sénior, projetos com o mesmo público-alvo.
  • Divulgação pelos meios de comunicação disponíveis.
  • Incentivo à sinalização através das utentes e rede de parceiros.

Alexandra Camacho

Licenciada em Relações Internacionais pela Universidade do Minho. Inicia o seu percurso profissional como jornalista, tendo sido a primeira diretora geral da ANJE. Tornou-se formadora em 2001, especializando-se em Comunicação e Imagem. Nessa qualidade tem uma vasta experiência em vários sectores: ensino, empresarial, serviços, voluntariado e 3º sector. Como profissional liberal, foi coordenadora executiva de vários eventos, entre os quais: TED’X Oporto, 105º aniversário de Manuel de Oliveira na Casa da Música e várias conferências internacionais de empreendedorismo. Como consultora externa da AEP nos últimos 6 anos, tem co- gerido e coordenado vários programas financiados entre os quais o APREENDER e Portugal Sou EU . Presentemente está a desenvolver com a Fundação AEP o projeto “Valor Partilhado”, cujo objetivo principal é levar às empresas tradicionais o conceito de criação de produtos ou serviços para a resolução de problemas societais ajudando desta forma, a mudar o paradigma económico-empresarial atual.


Ana Bento

Em 2008 entra numa organização internacional sem fins lucrativos, a Cidade das Profissões, onde exerce até aos dias de hoje as funções de consultora de percursos profissionais. Entre 2009 a 2012 acumula as funções de consultora de percursos profissionais e de gestora do Gabinete de Apoio ao Empreendedorismo, no Centro Histórico do Porto. Neste último, recebe o Prémio European Enterprise Promotion Awards 2012, 2º lugar na categoria Melhoria do Ambiente Empresarial. Licenciada em Psicologia Clínica pela Universidade Fernando Pessoa deu por concluído este ano o Mestrado em Economia e Gestão de Recursos Humanos, na Faculdade de Economia do Porto (FEP).


Ana Santos

Gestora de Projetos na PEEP – Plataforma de Ensino de Empreendedorismo em Portugal (Associação). O seu percurso profissional passa pela gestão de projetos de Benchmarking, Auditorias bem como na área de Customer Process Manager. Trabalhou também no desenvolvimento de projetos de internacionalização em inúmeras empresas nacionais e internacionais. É licenciada em Relações Internacionais, ramo de negócios pela Universidade do Minho. É ainda voluntária do CASA (Centro de Apoio aos Sem Abrigo) na cidade do Porto.


Cláudia Costa

Responsável e avaliadora do Centro de Inovação Social do Porto (CIS Porto). Colaboradora da Fundação Porto Social, desde 1996, envolvida durante a maior parte deste período, na coordenação e execução de programas de intervenção comunitária, integrados no II e III Quadros Comunitários de Apoio. Licenciada em Serviço Social pelo Instituto de Serviço Social do Porto em 1993.


Daniel Teixeira Coelho

Diretor de Projetos da Fundação Porto Social desde 2008, com responsabilidades na coordenação do Centro de Inovação Social do Porto. Licenciado em Psicologia, área científica de Psicologia do Comportamento Desviante, pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto, em 1996. MBA Executivo, pela Porto Business School, em 2009.


Filipe Pinto

Licenciado em Gestão e mestre em Intervenção Social, Inovação e Empreendedorismo, com tese em Accountability nas Organizações Não Governamentais de Desenvolvimento. Integra a equipa da Área Transversal de Economia Social da UCP – Porto, colaborando entre outros projetos, como docente e investigador. Trabalha no IPAV - Instituto Padre António Vieira, onde desempenha a função de responsável pelo projeto Academia Ubuntu no Porto e na Guiné-Bissau. É Presidente da ONGD Leigos para o Desenvolvimento.


Hugo Vilela

Fundador do Places4All e Presidente da Associação IMMENSA Inclusive Cities. Mestre em Inovação e Empreendedorismo Tecnológico pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. Em 2012 foi selecionado para participar no Babson Entrepreneurship Program do Babson College nos EUA. Licenciado em Economia e pós-graduado em Finanças pela Universidade Católica Portuguesa. Formação em empreendedorismo social pelo IES - INSEAD.


Maria Lencastre

Mestre em Migrações e pós-graduada em Empreendedorismo e Inovação Social, pela Fundação Porto Social. É Coordenadora de Rede da ESLIDER- PORTUGAL.


Miguel Alves Martins

Co-fundadores do IES e é atualmente o Presidente da Direção. É Professor Auxiliar Convidado na Nova School of Business and Economics. Tem um Global Executive MBA pelo INSEAD, um mestrado em Economia Social pelo ISCTE e um Certificado Profissional em Gestão de organizações não lucrativas pela Kellogg School of Management. As suas áreas de interesse são o Empreendedorismo Social, Gestão de organizações não lucrativas, Modelos de Negócio e Estratégias base da pirâmide.


Miguel Neiva

Designer de Comunicação, com Mestrado em Design e Marketing, e também empreendedor social – Fellow Ashoka. Criou o ColorADD, sistema de identificação de cores para daltónicos, um código pioneiro, universal e inclusivo que permite a inclusão de cerca de 350 milhões de pessoas em todo o mundo. Desde 2008 que está totalmente dedicado à implementação mundial deste sistema de comunicação inclusivo - considerado pela revista GALILEU, da editora Globo, Brasil, como uma dos "40 ideias para melhorar o mundo ". Na verdade, este código está já a ser implementado por diversas instituições dos diferentes setores económicos da sociedade.


Olívia Nogueira

Olívia Nogueira, licenciada em Línguas e Literaturas Modernas, pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, com Pós-Graduação na área da Educação Especial pela Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Católica Portuguesa. Para além de ter trabalhado durante vários anos na área da Hotelaria e Turismo, desenvolveu grande parte do seu percurso profissional na área da Educação, nomeadamente na Educação Especial e na Educação de Adultos. Da experiência decorrente desse trabalho com pessoas com limitações, surgiu a ideia de criar a waterlily – turismo especializado, empresa da qual é promotora e que desenvolve produtos e propõe serviços capazes de permitir a qualquer pessoa, com ou sem limitações, usufruir de experiências turísticas e de lazer de qualidade, de acordo com os seus gostos e interesses.


Ricardo Carvalho

Presidente Executivo da Fundação da Juventude desde Abril 2013. É licenciado em Gestão e Administração Pública e mestrando em Gestão e Políticas Públicas pela Universidade de Lisboa (Instituto Superior Ciências Sociais e Políticas), pós-graduado em Marketing e Gestão Comercial de Serviços Financeiros pelo Instituto Superior de Gestão Bancária e detém ainda o Curso Avançado em Banca pela Universidade Católica de Lisboa bem como o Curso Gestão de Carteiras e Mercados Financeiros pelo Instituto de Formação Bancária. Percurso profissional dedicado à banca, com passagens pela CGD (2004 a 2009) e Banco Santanter Totta (2009 a 2011, do qual é atualmente colaborador em regime de licença sem vencimento). De 2011 a 2013 foi igualmente adjunto político no XIX Governo Constitucional na Presidência do Conselho de Ministros com a área da Administração Local.


Teresa Chaves

Diretora da Cidade das Profissões desde Janeiro de 2009. Licenciada em Psicologia pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto e pós-graduada em Criminologia pela Faculdade de Direito da Universidade do Porto. Iniciou a sua atividade profissional como investigadora na área do comportamento desviante e dos dispositivos de segurança urbana, tendo exercido essa atividade no Observatório Permanente de Segurança do Porto e no Centro de Investigação dos Problemas Sociais, este último integrado no Programa Municipal de Combate à Exclusão Social da Câmara Municipal do Porto.


Tiago Ferreira

Professor de Empreendedorismo e Empreendedorismo Social no ensino Superior. Formador no IES Social Business School. Mentor do Yunus Social Business para o Brasil e Colômbia. Membro do Conselho Geral do Clube do Empreendedorismo da Universidade do Porto. Mestre em Economia e Gestão da Inovação e em Engenharia Civil pela Universidade do Porto

 

 

Apresentação das Ideias e Seleção de uma Ideia Inovadora para cada Problema

Os empreendedores selecionados apresentaram a sua proposta de solução, em formato Picth, à organização, no dia 10 de julho de 2015.

Da apresentação das ideias e escolha realizada pelas organizações resultaram as seguintes equipas:

Visitas Orientadas às organizações:

Datas: 29 e 30 de junho de 2015
Objetivo: Aprofundar o conhecimento sobre as organizações e os problemas identificados

Formações:

Data: 02 de julho de 2015
Ação: Formação “Social Value Generator”
Duração: 3 horas
Programa: Introdução ao Social Value Generator; Exercício prático de aplicação da ferramenta
Local de realização: Quinta de Bonjóia / Rua de Bonjóia nº 185
Formadores: Ana Bento / Cláudia Costa / Daniel Coelho / Maria Lencastre

Data: 07 de julho de 2015
Ação: Formação em Comunicação
Duração: 3 horas
Programa: Como preparar uma apresentação Postura em palco Voz, olhar e linguagem corporal Suportes audiovisuais
Local de realização: Quinta de Bonjóia / Rua de Bonjóia nº 185
Formador:Luís Simões / GetSkilled

Apresentação das ideias às Organizações em formato PITCH.

Visitas Orientadas às Organizações.

Mentoria & Formação às equipas de projeto organizações & cidadãos

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